Não
desperdicemos nosso tempo, que é único, com bobagens, futilidades, indiferença,
mágoa, raiva.
As
horas, os dias, os anos são convenções apenas. Tentativas humanas de formatar e
contabilizar o tempo. A contabilidade da vida, no entanto, vai muito além dos
números. Prestamos conta de nossas escolhas, de nossas omissões, do que fazemos
com o que já sabemos, das nossas atitudes e do nosso livre-arbítrio.
A
essa altura você pode achar que o que escrevo é piegas ou demagogo. Não sei.
Escrevo em primeiro lugar para mim. Para que eu leia e exercite a reflexão.
Compartilho por acreditar que haja conexões de pensamentos, de energia. E que
possa provocar uma pausa na pauta de ocupações diárias de alguém, talvez até
mudando o rumo de pessimismo, de azedume ou tristeza.
Penso
que podemos e devemos aproveitar a oportunidade de sorrir e de fazer sorrir, de
perdoar, de perdoar-nos, de sempre tentar viver a paz íntima. Cativando,
ouvindo, partilhando. Dedicando atenção ao outro e fazendo o necessário
silêncio interior. Exercitando paciência, solidariedade e boas vibrações. Seja
brincando com o filho, sentado no chão do seu lar, se você tem a oportunidade
de ter um. Na conversação com uma pessoa idosa, desfrutando de sua experiência
de vida, através dos seus causos e memórias. Ou no atendimento fraterno ao
próximo, mesmo que seja apenas para ouvir-lhe em suas aflições, angústias. Buscando,
assim, quem sabe, suavizar as dores que cada um traz no coração. Não estou
dizendo que precisamos sentir a dor do outro, mas sim auxiliar na superação
dessa dor. E olha que o mundo é farto de dor, sobretudo pelas mãos da própria
humanidade.
Então,
que pelo menos na relação com o próximo mais próximo, mas não só com estes,
busquemos ser fonte, ponte e oásis.
Que
saibamos dos nossos potenciais e que os utilizemos com sabedoria na construção
de um ambiente de saúde psicológica, observando com atenção os nossos
sentimentos e pensamentos, dirigindo nossa energia no sentido de agir
positivamente com o que já sabemos e o que está ao nosso alcance fazer.
Que
possamos ter a certeza de que deixamos algo de bom, ao partir. E que levemos
conosco só o necessário. E que sejamos gratos, hoje e sempre.
O
amanhã ainda não existe. E quando ele chegar poderá não nos encontrar mais
aqui. Ou nós não encontrarmos quem amamos nesta vida.
Paulo Stocco
Uau! Perfeito! Um convite a uma intensa reflexão.
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