Pequeno perfil de um cidadão comum

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

ONTEM, HOJE E AMANHÃ.




Não desperdicemos nosso tempo, que é único, com bobagens, futilidades, indiferença, mágoa, raiva.

As horas, os dias, os anos são convenções apenas. Tentativas humanas de formatar e contabilizar o tempo. A contabilidade da vida, no entanto, vai muito além dos números. Prestamos conta de nossas escolhas, de nossas omissões, do que fazemos com o que já sabemos, das nossas atitudes e do nosso livre-arbítrio.

A essa altura você pode achar que o que escrevo é piegas ou demagogo. Não sei. Escrevo em primeiro lugar para mim. Para que eu leia e exercite a reflexão. Compartilho por acreditar que haja conexões de pensamentos, de energia. E que possa provocar uma pausa na pauta de ocupações diárias de alguém, talvez até mudando o rumo de pessimismo, de azedume ou tristeza.

Penso que podemos e devemos aproveitar a oportunidade de sorrir e de fazer sorrir, de perdoar, de perdoar-nos, de sempre tentar viver a paz íntima. Cativando, ouvindo, partilhando. Dedicando atenção ao outro e fazendo o necessário silêncio interior. Exercitando paciência, solidariedade e boas vibrações. Seja brincando com o filho, sentado no chão do seu lar, se você tem a oportunidade de ter um. Na conversação com uma pessoa idosa, desfrutando de sua experiência de vida, através dos seus causos e memórias. Ou no atendimento fraterno ao próximo, mesmo que seja apenas para ouvir-lhe em suas aflições, angústias. Buscando, assim, quem sabe, suavizar as dores que cada um traz no coração. Não estou dizendo que precisamos sentir a dor do outro, mas sim auxiliar na superação dessa dor. E olha que o mundo é farto de dor, sobretudo pelas mãos da própria humanidade.

Então, que pelo menos na relação com o próximo mais próximo, mas não só com estes, busquemos ser fonte, ponte e oásis.

Que saibamos dos nossos potenciais e que os utilizemos com sabedoria na construção de um ambiente de saúde psicológica, observando com atenção os nossos sentimentos e pensamentos, dirigindo nossa energia no sentido de agir positivamente com o que já sabemos e o que está ao nosso alcance fazer.

Que possamos ter a certeza de que deixamos algo de bom, ao partir. E que levemos conosco só o necessário. E que sejamos gratos, hoje e sempre.

O amanhã ainda não existe. E quando ele chegar poderá não nos encontrar mais aqui. Ou nós não encontrarmos quem amamos nesta vida.


Paulo Stocco