A revelação de uma mínima parcela dos terabytes obtidos pela PF na Operação Spoofing, com mensagens trocadas entre o ex-juiz Sérgio Moro e os Procuradores do MPF na chamada operação Lava-jato, escancararam a farsa daquele julgamento e a escalada da politização da justiça.
A não competência do Foro de Curitiba nos casos em questão e a parcialidade do então juiz Moro eram defendidas pelos maiores juristas do país e até os de além-mar. E sustentadas, desde 2016, pela defesa do acusado Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do país por dois mandatos. A suspeição do Moro, a partir das revelações da Vaza-jato, já se apresentava não mais como uma tese, mas como algo tangível. E, agora, irrefutável pós Operação Spoofing.
Sem saída, o ministro do STF aha-uhu-o-Fachin-é-nosso, aparentemente, tenta livrar a cara do ex-juiz ou a dele própria - uma hipótese. Levou, inexplicavelmente, anos para admitir a não competência de "Curitiba". Um ex- presidente ficou preso 580 dias e foi impedido de se candidatar na última eleição, na qual se configurava como o virtual vencedor. O resto todos sabem, incluindo a condução do Moro a condição de superministro do Ministério da Justiça do Bolsonaro, o maior beneficiário das ações pouco ortodoxas, digamos assim, do ex-juiz-promotor, naquele julgamento de cartas marcadas.
A Lava-jato poderia ter sido um marco no combate a corrupção sistêmica. Conseguiu grandes feitos neste sentido, mas não se tratava apenas disso. CIA, NSA, FBI e Tio Sam que o digam.
O Estado Democrático e de Direito respira por aparelhos, mas ainda sobrevive. 🇧🇷
Paulo, Geógrafo.
08/03/2021

Toda essa bagunça jurídica não significa que o lula e os petistas são inocentes., Roubaram e roubaram muito!
ResponderExcluirDesculpe, o assunto é a condenação, sem provas, do ex-presidente Lula. Se petistas (ou pessoas de outos partidos) roubaram, que sejam julgados dentro do devido processo legal.
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